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Dr. Mona Mpanzu

Prof. Mona Mpanzu

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EXCLUSIVAMENTE PARA OS ALUNOS DO COMPLEXO ESCOLAR SIMÃO NIOKA

(10ª E 11ª CLASSE)

 

I. TEXTO NARRATIVO

O texto narrativo é o relato de uma história real ou de ficção (imaginária), contada por um narrador, cujas personagens se encontram envolvidas numa acção que decorre num determinado espaço, durante certo período de tempo.

Durante a ocorrência da narração, o narrador pode fazer menção de descrições, diálogos e mesmo algumas reflexões.

A nível de gramática, a narrativa pauta muito mais pelo uso predominante de verbos dinâmicos.[1] Quantos aos tempos verbais, todos os pretéritos são predominantes mas, com particular relevo para o pretérito Perfeito[2]. O presente de indicativo[3] também aparece com alguma frequência, embora com um valor de falso tempo quando não marcado, ou como «presente histórico»

Elementos do texto narrativo

1. NARRADOR

É aquele que conta a história. Ele pode ser participante ou presente quando ele próprio conta a história falando de si e identificando-se como uma personagem do texto usando a primeira (1ª) pessoa (eu ou nós)

Narrador não participante ou ausente

Aqui o narrador é visto como um observador, como uma testemunha. Neste caso, o discurso vem na terceira (3ª) pessoa.

Posição do narrador

Narrador Objectivo: narra os acontecimentos dando directa ou indirectamente a sua posição.

Ciência do Narrador

Narrador Omnisciente: assume-se como uma entidade que sabe tudo que pode ver e o que não pode ver em relação aos pensamentos, sentimentos e os sonhos das personagens.

Narrador Não Omnisciente: as personagens são apresentadas apenas pelo diálogo, gestos e acções. Limita-se a descrever o que é observável, não penetra no íntimo das personagens. 

2. AS PERSONAGENS

São os agentes ou intervenientes na acção.

Importância das personagens na narrativa

Personagem Principal ou Protagonista: desempenha o papel mais importante na história.

Personagem Secundário: desempenha um papel de pouco destaque.

Personagem Figurante: não desempenha nenhum papel específico, a sua existência é importante para tornar a história mais parecida com a realidade.

Caracterização das personagens

Personagens Directas: são aquelas que são fornecidas pelo próprio narrador ou por outras personagens.

Personagens Indirectas: são deduzidas pelo leitor a partir do comportamento das personagens.

3. ACÇÃO

É todo e qualquer acontecimento que ocorre no texto narrativo. E, podemos distinguir:

Acção Central: é o tema sobre o qual o narrador pretende abordar de forma objectiva.

Acção Secundária: são outras acções que podem ocrrer dentro da história e que todas e que todas ela concorrem para o desfecho da narração.

Quanto á acção, a narrativa pode ser

         Fechada: quando conhecemos o fim da história ou das personagens

         Abertas: quando a acção não é resolvida, o fim da história e a sorte das personagens não são revelados.

4. TEMPO

O tempo é o momento em que decorre a acção.

Localização do tempo

Cronológico: marcas da passagem dos tempos – dias, meses, anos…

Histórico: enquadramento histórico da acção.

Psicológico: tempo vivido pelas personagens.

5. ESPAÇO

É o local onde decorre a acção.

Localização no espaço

Físico: lugar onde decorre a acção

Social: meio social a que pertencem e onde se movem as personagens



[1] São verbos que sugerem actividades ou dinamismo por parte das personagens.

[2] Indica um acontecimento que se iniciou e terminou no passado durante pouco tempo (eu caí é quase imediato).

[3] Expressa o facto no momento em que se fala.

  • O aluno  um poema.
  • Posso afirmar que meus valores mudaram.
  • Um aluno dorme.

 

EXEMPLO - TEXTO NARRATIVO

O Coveiro

 

Millôr Fernandes 


Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão - coveiro - era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais.Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte. Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no fundo da cova, desesperado. A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. Só pouco depois da meia-noite é que vieram uns passos. Deitado no fundo da cova o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: O que é que há?
O coveiro então gritou, desesperado: Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível! Mas, coitado! - condoeu-se o bêbado - Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho! E, pegando a pá, encheu-a e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.

(Extraído de: http://raquelletras.blogspot.com/2010/03/exemplo-texto-narrativo.html)

 

Reflexão: Nos momentos graves é preciso verificar muito bem para quem se apela.

No texto, o narrador não participa dos fatos é, portanto, um mero observador. Narra em terceira pessoa e situa a personagem, o coveiro, em um determinado lugar, uma cova, fazendo com que ele se relacione com outra personagem, o bêbado, num determinado tempo, depois da meia-noite.

 

BIBLIOGRAFIA
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Editora Escolar: Gramática moderna da Língua Portuguesa, Lousanense, 2010
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PROF. MONA MPANZU

 

Tag(s) : #ÁREA DE ALUNOS DO C.E. SIMÃO NIOKA

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