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O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM:

ENFOQUES TEÓRICOS, CONCEITOS  E MÉTODOS

 

Mendes propre

 

Prof. Mona MPANZU

Seminário Pedagógico aos Formadores de Professores da Escola Bíblica Dominical da Igreja IEBA, em Luanda

07 de Julho 2012

 

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INTRODUÇÃO


Como educadores, estamos sempre a nos deparar com situações referentes ao processo de ensino-aprendizagem, nos mais variados momentos, seja exercendo actividades administrativas junto a equipa pedagógica, participando de programas de educação contínua ou ainda, actuando diretamente no ensino contribuindo para formação de futuros cidadãos.

Todas as ações de um professor são orientadas pela forma como vê o mundo (mundividências), pelos objetivos que pretende atingir, pela sua concepção de educação etc.

Com efeito, este trabalho visa desmistificar a teoria do processo de ensino-aprendizagem, partindo de abordagens ideológicas mais longínquas às mais recentes e culminando conceituações dinâmicas do fenómeno educativo.

 

I. ENFOQUES TEÓRICOS DO PROCESSO DE E/A 


A actuação do professor muda dependendo da ênfase que ele dá ao processo de ensino-aprendizagem, se prioriza o ensino, procura transmitir o conhecimento centralizando em si mesmo, se prioriza a aprendizagem, centraliza-se no aluno ajudando-o a aprender.

A educação nunca será uma realidade acabada. Por ter características de fenômenos humanos e históricos, tende a ser abordada sob diferentes aspetos. Vamos considerar cinco abordagens: tradicional, comportamentalista, humanista, cognitivista e sociocultural, que serão apresentadas a seguir.


 I.1. Abordagem tradicional


É a abordagem assente na prática educativa, onde a criança é vista como um adulto, centralizando o ensino no professor que transmite seus conhecimentos verbalizando-os e o aluno deverá memorizá-los. A maior preocupação é quanto à quantidade e sistematização de conhecimento.

Segundo Júlio Moreira, na abordagem tradicional, «O ensino é caracterizado pelo verbalismo do professor e pela memorização do aluno. Sua didática pode ser resumida em “dar a lição” e “tomar a lição”, e a avaliação consiste fundamentalmente em verificar a exatidão da reprodução do conteúdo comunicado em aula»[1].

Este tipo de educação, parece ser a que Paulo Freire, em «Pedagogia do oprimido», chamou de «EDUCAÇÃO BANCÁRIA[2]» na medida em que o educador preocupa-se muito mais em transmitir ou depositar conhecimentos na memória do educando como a acção de encher uma garrafa com água.  

Hoje, embora haja um grande esforço em superar o ensino tradicional, ainda podemos encontrar essa prática pedagógica nas salas de aula: professores apenas reproduzindo conteúdos dos livros didáticos com aulas expositivas centradas na figura do professor, induzindo o aluno á condição de elemento passivo não actuante em seu processo de desenvolvimento intelectual.


I.2. Abordagem comportamentalista


Veicula a ideia de que o conhecimento é resultado direto da experiência onde o comportamento é modelado e reforçado. O professor é tido, neste enfoque, como quem planeja e as actividades decorrentes da autonomia e criatividade dos estudantes não são relevantes.

O professor, então, controla o ambiente e os reforços. A avaliação da aprendizagem é feita através da observação da remodelação do comportamento no sentido previamente planejado.

O indivíduo, segundo esta abordagem, determina sua visão com base nas consequências que se seguiram a um comportamento semelhante no passado, assim dirigindo-se os reforços no sentido do comportamento desejado obtém-se a aprendizagem intencionada.


1.3. Abordagem humanista


Esta teoria encara a aprendizagem como responsabilidade do aprendente e a instituição funcionará como facilitadora e auxiliadora, assim o professor deve criar condições para que o aluno aprenda.

“A abordagem foca predominantemente o desenvolvimento da personalidade dos indivíduos e tem Carl Rogers como um de seus principais teóricos.”[3]

Em oposição então ao comportamentalismo, reforça a ideia de que podemos consciente e livremente preferir moldar a nossa própria vida pelas decisões e escolhas próprias.

Na abordagem humanista a aprendizagem tem a qualidade de um envolvimento pessoal – a pessoa, como um todo, tanto sob o aspecto sensível quanto sob o aspecto cognitivo, inclui-se de facto na aprendizagem[4]

De acordo com a professora Maria da Graça Nicoletti Mizukami[5], o ensino na abordagem humanista consiste num produto de personalidades únicas, respondendo a circunstâncias também únicas, num tipo especial de relacionamento.


I.4. Abordagem cognitivista


Trata-se de uma abordagem inerente a processos organizacionais do conhecimento, suas formas, processamento, elaboração e tomada de decisão. Mizukami[6] fundamenta que esta teoria estuda cientificamente a aprendizagem como sendo um produto do meio ambiente, das pessoas ou de fatores externos ao aluno, isto é, o conhecimento é tido como produto da interação entre homem e mundo. O aluno aprende dependendo do estágio em que se encontra, então, o educador realizará atividades desafiadoras para o pensamento do aluno e gerar conflitos cognitivos que permitam a participação integral e os ajudem a buscar novas respostas.

Os estudos de Piaget, Ferreiro e Teberosky mostram que outras propostas de ensino funcionam, mas não desenvolvem o aluno cognitivamente e a proposta construtivista[7] pretende sanar essa necessidade.

A grande relevância deste método é que o aluno é o principal agente da aprendizagem, gerando um maior interesse por parte dele, e o professor sente uma maior necessidade de se manter actualizado.

Para o professor como profissional, é imprescindível manter a dignidade do seu papel como agente que interfere na situação educativa, transmitindo às novas gerações os conteúdos culturalmente valiosos que permitirão aos alunos compreender, interpretar e transformar o mundo em que vivem.


 I.5. Abordagem sociocultural


Aqui, o conhecimento é construído conforme o homem reflete sobre o ambiente em que vive, educador e educando crescem juntos.

Segundo Júlio Moreira, sendo o ser humano sujeito de sua própria educação, as ações educativas devem ter como principal objetivo promovê-lo e não ajustá-lo a sociedade.

A abordagem sociocultural ou libertária elimina pela raiz as relações autoritárias, onde não há escolas nem professor, mas círculos de cultura e um coordenador cuja tarefa essencial é o diálogo. O educador, cujo campo fundamental de reflexão é a consciência do mundo, cria, não obstante, uma pedagogia voltada para a prática histórica real.

Relação professor aluno na abordagem sociocultural é horizontal e não imposta. «Para que o processo educacional seja real é necessário que o educador se torne educando, por sua vez, educador»[8]

Ensino-aprendizagem na abordagem sociocultural procura a superação da relação opressor-oprimido que, de certa forma, só geraria uma educação alienadora e desumanizadora[9] conforme fundamento Paulo Freire. Essa superação exige condições tais como: reconhecer-se, criticamente, e solidariza-se com o oprimido engajando-se na práxis libertadora, onde o diálogo exerce papel fundamental na percepção da realidade opressora

Portanto, podemos concluir que desta maneira o conhecimento deve funcionar como uma transformação contínua e não transmissão de conteúdos programados.

 

 

II. ENSINAR E APRENDER


O ser humano é susceptível e absorve as influências do meio onde está inserido. Nessa troca, acontece então o aprender. Quando nos referimos ao aprender, subentende-se que exista algo ou alguém que aprende — o aprendente — e algo ou alguém que ensina — o ensinante.


II. 1. ENSINAR


Por definição, o ensino pode ser entendido como uma forma sistemática de transmissão de conhecimentos utilizada pelos humanos para instruireducar[10] seus semelhantes, geralmente em locais conhecidos como escolas.

O ensino pode ser praticado de diferentes formas. As principais são: o ensino formal, o ensino informal e o ensino não-formal.


II.1.1 - ENSINO FORMAL


É aquele praticado pelas instituições de ensino, com respaldo de conteúdo, forma, certificação, profissionais de ensino, etc. É a forma de ensino altamente institucionalizado, cronologicamente graduado e hierarquicamente estruturado estendendo-se da primária à universidade.  


II.1.2 - ENSINO INFORMAL


Está relacionado ao processo de socialização do homem. Ocorre durante toda a vida, muitas vezes até mesmo de forma não intencional: ao longo da vida, as pessoas acumulam conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos através de experiencias diárias e relação como meio-ambiente em que se encontram inseridos.


II.1.3 - ENSINO NÃO-FORMAL


É toda forma de ensino organizado e sistemático realizado fora do sistema formal de educação, no intuito de promover determinados tipos de aprendizagens a grupos específicos de população de forma intencional. Está relacionado a processos de desenvolvimento de consciência política e relações sociais de poder entre os cidadãos, praticadas por movimentos populares, associações, grêmios, etc. Os limites entre essas três categorias de educação não são extremamente rígidos, são permeáveis. Pois estamos aprendendo constantemente e por diferentes vias e agentes.


II.2. APRENDER


A Aprendizagem, tal como entendemo-la, é o processo pelo qual as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou modificados, como resultado de estudo, experiência, formação, raciocínio e observação.

Portanto, ensinar e aprender são duas atividades distintas. Pode-se ensinar sem que alguém aprenda o que quer que seja e pode-se aprender sem que haja alguém a ensinar.
Na sala de aula, temos o professor que, supostamente, deve ensinar os alunos e temos os alunos que, supostamente, devem aprender aquilo que o professor pretende ensinar. No entanto, a realidade tem mostrado que, em muitas turmas, mais de 50% dos alunos não aprendem os mínimos que supostamente deveriam aprender.

Os ensinamentos iniciam-se nos primeiros contatos tão próximos com a mãe. Quem são os demais ensinantes na vida de um sujeito? Esse lugar é ocupado pelo pai, irmãos, tios, avós, colegas, professores e todo o círculo de convivência que faz parte do meio que nos cerca.

O aprender está conectado ao conhecimento. É preciso relacionar-se com o outro para colocá-lo no lugar de ensinante e estabelecer uma relação permeada pelo vínculo para que se possa entrar em contato com o conhecimento por ele oferecido.

Entre o ensinante e o aprendente, abre-se um campo de diferenças onde se situa o prazer de aprender por intermédio do estabelecimento de uma relação vincular. Para que o sujeito aprenda, é necessário conectar-se com seus próprios conteúdos, mostrar seu conhecimento, autorizar-se a abrir ao outro e, assim, incorporar seus ensinamentos.

O conhecimento prévio, fruto das vivências de cada um, faz parte do processo interno desse sujeito. Ele é acrescido de novas informações e transformado, para que possa ser vivenciado e incorporado.


II.3. Ensinar aprendendo: grande estratégia 


O ensinar e o aprender caminham juntos. Mais do que ensinar conteúdos, ser ensinante está atrelado a abrir caminhos. Não se transmite conhecimento, mas, sim, sinais deste, para que o outro possa fazer uso dele e transformá-lo de forma subjetiva. Desta combinação entre o ensinante e o aprendente, surge o triângulo pedagógico.

 
   

 Triangle pedagogique 

O triângulo pedagógico, apresentado por Jean Houssaye[11] (professor em ciências de Educação na Universidade de Rouen / França) organiza-se em torno dos seguintes vértices: o professor, os alunos e o saber. A partir de uma relação privilegiada entre dois destes vértices, é possível imaginar três grandes modelos pedagógicos:


A ligação professor-saber: esta ligação configura uma perspectiva assente na transmissão de conhecimentos;  


2º A ligação professor – alunos: valoriza os processos relacionais e formativos;


3º A ligação alunos – saber: favorece uma lógica de (auto) aprendizagem.


O desejo e a vontade atuam como diferenciais no processo, autorizando e fazendo uso de diferentes ferramentas oferecidas para que se tornem instrumentos na construção do conhecimento e se alcance o objetivo final.

O orientador sensível estimula, preserva a autonomia e a liberdade responsável e propicia, assim, o diferencial no processo, isto é, a alegria da descoberta e a autoria do próprio conhecimento, trazendo as garantias para o verdadeiro aprender.

Segundo Paulo Freire (1993), se o educador tem uma opção democrática, com autocrítica e procura diminuir a distância entre o discurso e a prática, ele “vive uma difícil, mas possível e prazerosa experiência de falar AOS educandos e COM eles”.


 

III. CLASSIFICAÇÃO DOS MÉTODOS PEDAGÓGICOS  

 

Propomos uma classificação em função do recurso  pedagógico que é particularmente valorizado (Jean Piaget)


 

   Verbais (Dizer) 


 

    Intuitivos (Mostrar)

 

   Activos ( Fazer)

 

   Exposição

   Explicação

   Diálogo

   Debates

   Conferência

   Painel

   Interrogação

 

   Demonstração

   Audiovisuais

   Textos Escritos

 

 

 

 

   Trabalhos em Grupo, em equipa e de Projecto

   Estudo de Casos

   Psicodramas

   Role-Play

   Simulação e Jogos

 

 

 

III.1. Métodos Verbais


Neste conjunto de métodos, a transmissão oral dos saberes continua a ser a mais clássica, mas também a mais moderna forma de comunicação pedagógica. A sua enorme diversidade decorre obviamente da própria multiplicidade de formas a que se pode recorrer para expor ou interrogar os alunos sobre um dado tema.


III.2. Métodos Intuitivos


Trata-se de mostrar algo a alguém para que possa intuir (pressentir), apreender ou perceber o que se pretende transmitir. 

O método intuitivo utiliza os objetos como suporte didático e os sentidos possibilitavam  a produção de ideias, iniciando do concreto e ascendendo à abstração. Os sentidos devem ser educados para obter o conhecimento, passando da intuição dos sentidos para a intuição intelectual.

Hoje, há propostas de novos materiais didáticos (gravuras, objetos de madeira, caixas para o ensino das cores e das formas, etc.), museus pedagógicos e novas atividades para serem desenvolvidas em sala de aula. Os livros ganharam uma nova função, não servindo mais como instrumento para a memorização dos alunos, e sim como manuais didáticos, destinados à formação dos professores, orientando sobre a estrutura das aulas e  a ordenação das atividades.


III. 3. Métodos Activos


Trata-se de um conjunto de métodos em que o aprendente é voluntário.

Nestes métodos, o aprendente é o sujeito da formação. Baseiam-se na actividade, na liberdade e na autoeducação. O formando aprende por descoberta pessoal, vivenciando a situação. O formando constrói a resposta adaptada à situação. A situação de aprendizagem é pouco estruturada e interactiva. O formador responsabiliza-se pela orientação e animação das situações e pela elaboração dos materiais pedagógicos necessários.

Os métodos activos caracterizam-se com base nos seguintes critérios:

  • a actividade - o formando aprende a partir da resolução de problemas, formula hipóteses, deduz e encontra uma solução; trabalhos em grupos
  • a liberdade - o formando escolhe e tem livre iniciativa no percurso da aprendizagem, e nas actividades. A sua escolha é baseada nos significados que atribui à situação formativa;
  • a auto-educação - a pedagogia activa visa a autonomia do aprendente e o seu desenvolvimento pessoal e social.

A situação pedagógica é centrada nas actividades dos formandos, a relação é estabelecida com base nas interacções entre o formador e o grupo. A estrutura do raciocínio e os resultados da aprendizagem são da responsabilidade dos formandos.  

III.4. Método de ensino e qualidade dos dados retidos

Apresentamos aqui uma tabela referente a um estudo feito pelo professor Eduardo Henrique de M. Lima[12]


 

 

  Método de ensino

  Dados retidos

 

  Após 3 horas 

  Após 3 dias

 

  Somente oral

 

  70%

  10%

  Somente visual

 

  72%

  20%

  Visual + Oral

 

  85%

  65%

Cabe ao professor escolher, e acima de tudo escolher o melhor método em função do nível de alunos, a complexidade da lição, o contexto sociocultural de alunos…


CONCLUSÃO

 

Em virtude do que foi exposto, podemos considerar que o objetivo deste trabalho foi alcançado, uma vez que conhecemos as diferentes abordagens, os conceitos de ensino-aprendizagem e sua contextualização culminando com a classificação dos procedimentos pedagógicos. Além disso, esta pesquisa contribui para que o professor reflita sobre sua prática e a exerça de forma criativa, inovadora e consciente.

Ao longo deste artigo, procuramos indicar as qualidades que distinguem as actividades de ensino/aprendizagem de todas as outras. Não foi nossa preocupação dar os critérios para o bom ensino/aprendizagem ou mesmo para o ensino/aprendizagem com sucesso. O ensino com sucesso seria aquele que produz de facto a aprendizagem do que se pretende ensinar. Por seu lado, o bom ensino é muito mais difícil de definir. Não estamos sequer certos que o ensino com sucesso seja um bom critério para o bom ensino. Na verdade, não me parece existir qualquer contradição em dizer que uma pessoa foi ensinada com sucesso mas mal ensinada.

 

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REFERÊNCIAS / RODAPÉ


[1]http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/a-eficacia-didatica-ensino-superior.htm (consultado do dia 3 de Julho de 2012)

[2] FREIRE (2002): P. 57

[3] Schultz (1992)

[4] Cf. Rogers (1972): p. 5

[5] Mizukami (1986): p. 49

[6] Idem, p.59

[7] O termo Construtivismo denota uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio.

A ideia é que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada.

 

[8] MIZUKAMI (1986): p. 99.

[9] MPANZU, Mona (2006): O Pensamento de Paulo Freire sobre a Educação, ISCED, Luanda (análise e crítica da obra de Paulo Freire)

 [10]  Os conceitos de educação e instrução devem ser entendidos de formas distintas:

O termo EDUCAÇÃO significa, propriamente, conduzir para fora, isto é, “exteriorizar”, “trazer à luz” as potencialidades que em nós existem - tal como a semente que necessita apenas de certas condições exteriores para que, o que nela está contido em essência, se possa transformar em planta e florescer. Dai a noção de formação de valores, sentimentos que identificam o homem como ser social, compreendendo o desenvolvimento de convicções, vontade e outros elementos da esfera evolutiva e afetiva, que junto com a cognitiva permitam falar de um processo de ensino-aprendizagem que tem por fim a formação multilateral da personalidade humana.

Já o termo INSTRUÇÃO tem um significado muito diferente. De facto, enquanto e, de “educar”, nos indica o verdadeiro sentido da palavra (algo que vem de dentro para fora), o prefixo in, de “instruir”, indica-nos precisamente o contrário (algo que vem de fora para dentro). Com a instrução, visa-se essencialmente Formar indivíduos capazes de enfrentar e resolver seus problemas, buscar soluções para resolver situações. Ou seja, fazer uso da inteligência, pois ai o homem se distingue dos animais.

[11] Houssaye, J., «Le triangle pédagogique ou comment comprendre la situation pédagogique». in J. Houssaye. La pédagogie : une encyclopédie pour aujourd’hui. Paris : ESF, 1993

[12] http://www.ufvjm.edu.br/site/educacaoemquimica/files/2010/10/Procedimentos-Did%C3%A1ticos.pdf (Consultado no dia 04.07.2012)

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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  • FREIRE, Paulo.: Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São
  • FREIRE, Paulo: Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, Freire, 2002.
  • FREIRE, Paulo: Política e educação. São Paulo: Cortez, 1997.
  • FREIRE, Paulo; NOGUEIRA, A.: Que fazer: teoria e prática em educação popular.
  • FREIRE, Paulo: Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
  • GOODING, C.T., PITTENGER, O.E.: Teorias da aprendizagem na prática educacional. São Paulo, EPU/EDUSP, 1977.
  • NETO, Júlio Moreira Dos Santos: A Eficácia da Didática do Ensino Superior, em http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/a-eficacia-didatica-ensino-superior.htm , consultado em 3.06.2012
  • MIZUKAMI, M.G.N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo, EPU/EDUSP, 1986.
  • SCHULTS, Sydney Ellen & SCHULTZ, Duane; História da Psicologia Moderna, ED. Cultrix, 1992
  • SUZUKY, Yara Rosa Melo; Didática do Ensino Superior, apostila da Universidade Nove de Julho

 

REFERÊNCIAS ELECTRÓNICAS

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  • http://organizandoideias.arteblog.com.br/348997/ABORDAGENS-DO-PROCESSO-DE-ENSINO-APRENDIZAGEM/
  • http://formacao.atwebpages.com/3_5_metodos_activos.htm
  • http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/a-eficacia-didatica-ensino-superior.htm


Tag(s) : #PEDAGOGIA-DIDÁCTICA

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