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PROF. MONA MPANZU

EXCLUSIVAMENTE  PARA ALUNOS DO COLEGIO SIMÃO NIOKA

 


 

Objectivo:

- Reconhecer e trabalhar algumas características inerentes ao texto narrativo.

Conteúdos:

- Introdução da história com respectiva localização temporal;

- Introdução de personagens no texto;

- Uso de mecanismos de conexão entre as frases

 

TEXTO: A PRINCESA E A ERVILHA

Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma. Viu muitas princesas, mas havia sempre qualquer coisa que não parecia estar como devia ser. Por fim, regressou a casa, muito abatido, porque queria uma princesa e não a tinha encontrado.

Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva caía em torrentes — era apavorante. No meio disso tudo, alguém bateu à porta e o velho rei foi abrir.

Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus!, o estado em que ela estava! A água escorria lhe pelos cabelos e pela roupa. No entanto, ela afirmou que era uma princesa de verdade.

— Bem, já vamos ver isso — pensou a velha rainha. Não disse uma palavra, mas foi ao quarto de hóspedes, desmanchou a cama toda e pôs uma pequena ervilha no colchão.

Depois empilhou mais vinte colchões por cima. A princesa iria dormir nessa cama.

De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem.

— Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda a noite! Só Deus sabe o que havia na cama, senti uma coisa dura que me encheu de nódoas negras. Foi horrível.

Então ficaram com a certeza de terem encontrado uma princesa verdadeira, pois ela tinha sentido a ervilha através de vinte colchões. Só uma princesa verdadeira podia ser tão sensível.

Então o príncipe casou com ela; não precisava de procurar mais. A ervilha foi para o museu.

Adaptação de um texto de Hans Christian Andersen, recolhido em

http://guida.querido.net/andersen/conto-01.html .

 

REFLEXÃO SOBRE O TEXTO

 

1. Preste atenção na forma como o autor estabelece a distância temporal em relação ao momento da escrita, através da expressão “Era uma vez”:

- “Era uma vez” é uma expressão que tem um verbo (ser) no pretérito imperfeito e que, por isso, a frase deverá continuar com verbos no imperfeito: “Era uma vez um príncipe que queria casar…”.

2. Sugira outras formas de introduzir a história situando-a no tempo e faça as alterações necessárias

3. Repara a forma como são apresentadas as personagens:

- “Era uma vez um príncipe”– é introduzido por meio de um artigo indefinido, uma vez que há muitos príncipes e o autor se refere apenas a um, que nós não conhecemos e que corresponde, por isso, a informação nova;

- “o velho rei”, por sua vez, já pode (e deve) ser introduzido usando o artigo definido, uma vez que, pelo conhecimento do mundo, sabemos que existe uma relação entre o rei e o príncipe (o rei é pai do príncipe). Assim, quando o autor introduz “o velho rei” usando artigo definido, já sabemos que este rei só pode ser o pai do príncipe anteriormente apresentado.

4. Na lista que segue confrontam-se diferentes formas de introduzir as personagens, umas adequadas e outras não. Escolhe aquelas que estão certas e justifique:

1. Era uma vez ele que queria casar com uma princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma. (…)

2. Era uma vez o príncipe que queria casar com uma princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma. (…)

3. Era uma vez um príncipe que queria casar com a princesa mais linda do mundo. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrá-la. (…)

4. Ele queria casar com a princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma. (…)

5. Uma vez ele queria casar com uma princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma. (…)

6. O príncipe do maior reino do mundo queria casar com uma princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma. (...)

 

5. Repara a organização dos textos por parágrafos.

Nota-se que a introdução do texto representa um parágrafo, a narração dos acontecimentos pode ter vários e que conclusão deve também ser um parágrafo.

6. Atenção! Os diálogos devem ser introduzidos usando um travessão e que cada fala corresponde a um parágrafo.

7. Observe os elementos que fazem a ligação entre as frases encontrados no texto: “por isso”, “mas”, “por fim”, “no meio disso tudo”, “no entanto”, “então”, etc.

8. Substitua estas expressões por outras equivalentes, de modo a não alterares o sentido do texto:

Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma. Viu muitas princesas, mas havia sempre qualquer coisa que não parecia estar como devia ser. Por fim, regressou a casa, muito abatido, porque queria uma princesa verdadeira.

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